quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Aluna

    Desde a primeira vez que a vi fiquei encantado com sua singularidade. Já dei aula para meninas, mulheres e senhoras, até adquiri certa preferência por algumas. Mas aquela menina não poderia compreender a atração que exercia sobre minha libido com suas maneiras angelicais e alheamento dos meus olhares constantes. Sua pele extremamente clara contrastava com seus cabelos negros e ondulados abaixo dos ombros, seu corpo exibia proporções perfeitas com seios médios e silhueta delgada, vestia-se muito bem, mas adorava vê-la com o uniforme que poluía meus pensamentos dentro de sala.
    Esperava aflitamente a chegada da aula na turma onde estudava Mayara, ansioso por passar cinquenta minutos admirando sua beleza, embriagando-me com seu perfume amadeirado e dirigindo palavras carinhosas à aluna que não correspondia minha fixação. Certa vez a turma percebeu meu comportamento, pois observava Mayara avidamente, desejando embrenhar meus dedos nos cabelos brilhantes enquanto a tomava com violência, infelizmente eram somente fantasias.
   Conforme passava o tempo a paixão platônica crescia, levei a menina em meus pensamentos para fora da escola, tendo-a em casa, nos bares que frequentava, nas mulheres com as quais fazia sexo e em cada devaneio acerca dos olhos castanhos me olhando com acertada suspeita. No ápice da relação desigual não conseguia manter-me na presença da morena sem entregar minhas vontades, sendo extremamente inteligente ela perceberia e iria afastar-me de todas as possibilidades acerca do corpo irresistível e proibido.

    Antes do início das férias, almoçando próximo à escola a vi entrar no restaurante onde estava, vendo que procurava solitariamente por um lugar :

- Olá Mayara, não sabia que costumava almoçar aqui.

- Geralmente como um lanche, hoje senti vontade de comer algo que realmente alimente. Professor, você parece perturbado, está tudo bem?

    É claro que ela havia percebido o furor vermelho em meus olhos quando examinei a blusa rosinha que usava, acoplava-se a pele clara como se estivesse nua, em minha posse.
  
    Convidei-a a sentar-se comigo, não esperava sua cooperação, ela fez seu pedido enquanto conversávamos sobre música, cinema, teatro e enfim, relacionamentos. Seu discurso era  como música para mim, admirava seus lábios pequenos movendo-se com graça, seus olhos expressivos piscando de modo elegante, suas mãos transpareciam a maciez e leveza de falta de obrigações e a postura ereta lhe dava óbvia altivez. Não resistindo, apoiei minha mão sob a mão clara e pequena deixada adequadamente ao lado do prato, Mayara olhou-me com surpresa, tentando decifrar a profundidade das emoções que rodeavam a atmosfera entre o professor e a aluna. Ela não moveu sua mão, apenas olhou fixamente para meus olhos e depois para meu rosto, avaliando-me. Devo reconhecer que sou agradável ao olhar, em meus trinta anos de idade conservo a aparência que conquistou muitas mulheres, mas o que eu sabia das preferências de Mayara, a menina intrigante e deslumbrante de dezoito anos recém completos?
   Repentinamente ela sorriu, o sorriso de um anjo perverso e consciente de seu poder, dizendo-me:
- Gostei de conversar com você professor, mas agora tenho que ir, se esperar mais alguns minutos os ônibus ficam cheios.
- Bom, se não considerar abuso posso dar-lhe uma carona, estacionei meu carro à algumas quadras.   
    Propus a solução com indecente esperança, não poderia deixar que ela partisse, finalmente desvendava os segredos que ocupavam minha mente.
   A desconfiança transpareceu em seu rosto, mas fez um aceno de cabeça dirigindo-se à saída, andando a seu lado podia sentir seu cheiro, sua pele, sua sensualidade latente. Na caminhada até o estacionamento tomei sua mão, ela aceitou o comportamento com naturalidade, apenas corando. A nova cor dominante em seu rosto causou uma descarga de desejo, era tão linda, sem controle das ações contive seus passos puxando-a para mim na calçada, finalmente meus dedos perderam-se nos cabelos espessos enquanto beijei-a ternamente, sentindo o calor que emanava do corpo de Mayara. Ela ofegou, entregando um olhar deliciado, apenas virou e continuou andando, desta vez puxando-me impaciente pela mão.
   Entramos no carro, o cheiro da menina dominou o espaço fechado, ela rapidamente pediu meus lábios com o olhar, sedenta como eu. Depois do beijo voraz não tinha certeza se conseguiria dirigir antes de ter a menina, mas esforcei-me quando a ouvi dizer quase suplicando:
- Por favor, leve-me para onde quiser.
   Dirigi até minha casa, habitada somente por mim, no caminho trocamos palavra alguma, somente nos admiramos, que criatura encantadora tinha a minha frente.
  Chegamos em minha casa, quando a vi cruzar a porta de entrada delirei, havia fantasiado demoradas vezes sobre essa cena e agora a via. A menina ficou parada, tremendo. Começou a despir-se diante de mim, sem explicações e sem insistências. Seu corpo era ainda mais do que imaginei, seus seios  claros, rosados, sua cintura fina conectava-se de forma majestosa aos quadris ainda vestidos. Vestindo somente sua calcinha branca andou até onde eu estava paralisado, sorrindo pedindo que eu também me despisse, fiz o que a perversa pediu imediatamente, ela me dominava sem o menor esforço. Avaliei a personalidade da menina durante as aulas, mas nenhuma averiguação oferecia a premissa do perfil depravado que estava enlouquecendo-me. Suas mãos ágeis me levaram até o sofá, paralisado, a menina sentou-me e ajoelhou-se a minha frente enquanto seu olhar fixo sustentava meu êxtase, guiou sua pequena boca até meu pênis, iniciando oralmente o prazer. Adentrava profundamente demonstrando perícia, não usava as mãos pois tocava-se, era inadequado uma menina tão nova proporcionar-me o maior prazer que já experimentara. Já mostrava sintomas de incoerência quando a menina levantou-se rapidamente num passo de graça, admirada com os danos causados por ela. Sorriu para mim e perguntou:
- Qual minha nota nesta prova oral professor?
    Não respondi, a menina brincava com a abstinência que eu sentia de suas formas, a debrucei no sofá e afastei suas pernas, lambia seu clitóris com a  urgência  de um virgem ouvindo os gemidos sincopados. Sua entrada estava com tom arrebitado, transparecendo a lubrificação incessante, Mayara implorava pela concretização dizendo obscenidades:
- Professor possua-me por favor, eu sei que é seu desejo!
- Você fez-me sofrer por muito tempo em variados graus de desejo, merece sentir uma fisgada da devastação que causou em mim.
   Senti o limiar da menina em minha língua, lambi estas formas fervorosamente ao escutar a chegada  de seu orgasmo compensador e os soluços pelo sexo, encaixei-me atrás da escultura de prazer de modo a beijar seu pescoço enquanto masturbava-me na entrada que aguaradava minha vontade através de movimentos circulares da cintura esbelta, banhando-a em meu limite.
   Deitei-a no chão da sala, completamente suada e desfigurada de aflição, introduzi meu pênis nos lábios macios e ela respondeu este pedido oferecendo-me o interior, lambendo-me como uma colegial lambe um pirulito em sua suspeita inocência. Visualizei os seios perfeitos, iluminados pelo sol que invadia a casa pelas janelas frontais, beijei-os e ela alongou seu externo, espichando-se, pedindo que eu passasse meu pênis ali também,  ela gostava da sensação.
    Inesperadamente  Mayara  andou com passos vacilantes até a mesa da cozinha, sentou-se nela com a vagina esperando a penetração, oferecia-se para mim em sacrifício dizendo:
- Professor, vai me castigar mais? Ambos merecemos a redenção, não acha?
   Atravessei a sala tomando-a sem avisos, penetrei-a de uma vez violenta e deliciosamente. O único som eram nossos gemidos angustiados, os movimentos ritmados dos quadris unidos eram doentios, progressivos e regressivos alternadamente, ela pedia mais força, mais força e mais força.
   Peguei-a no colo e a sentei encaixando-a enquanto perdia-me em seus seios rijos, ela rebolava como se estivesse preparando-se para um ritual pagão e anunciou seu orgasmo intensificando estes movimentos e gritando indiscriminadamente, ora meu nome, ora professor.
   Ela cessou seu padrão doentio e ajoelhou-se, sorrindo para mim antes de projetar-se para frente ficando com mãos e joelhos apoiados no chão, sussurrando:
- Encha-me!
 Recomecei os movimentos, mas desta vez não via seu rosto, somente machucava suas costas e nádegas inconscientemente, prevendo o orgasmo disse próximo ao lóbulo da menina:
- Vou dar-te o que queres.
   Minha prova escorria pelas coxas claras de Mayara, caímos extasiados no chão, abraçados em estados gêmeos de espírito.

domingo, 19 de setembro de 2010

Relação proibida

    A mulher dormia, ela considerava-se mulher, embora ainda não o fosse. Seu semblante não transparecia a tranquilidade da inconsciência, mas a obscuridade de sonhos proibidos.
    A porta do quarto foi arrastada somente alguns centímetros, vagarosamente, o invasor entrou com passos calculados e parou em frente à cama onde repousava seu delírio, seu medo, sua maldade. Ele desejava o corpo imaculado de sua afilhada de formas assustadoras, tentou os mais variados artifícios para enganar a compulsão sem obter sucesso. Lembrou-se de quando começou a notar seus encantos, a partir da transformação de criança em menina que carregou consigo a inocência que ele protegia para ceder lugar a tentação de um corpo em acelerada transformação. Masturbava-se pensando em possuir a menina, cheirava suas roupas procurando pelo seu perfume suave, observava o corpo coberto com roupas insuficientes para parar o olhar sedento.  Não encontrou solução, não poderia distanciar-se  dela, afinal morava junto com sua irmã e a providencial afilhada por estar desempregado,  mesmo não trabalhando conseguiu ocupar sua mente com algo, pensou o tio com ironia. 
   O tempo passou, dotando a menina de maior formosura e inata sensualidade para os olhos que procuram, ela era magra e tinha a pele clara, os cabelos loiros e lisos alcançavam sua cintura. Usava aparelho nos dentes e ostentava um lindo par de olhos cor de mel, seu corpo exibia traços dos seios pequenos e das coxas volumosas das quais ela aparentemente sentia orgulho.
   O tio enlouquecia vagarosamente a cada vez que ela sentava em seu colo, usava roupas soltas ou encostava alguma parte de pele exposta na dele. Diariamente ele entrava em seu quarto durante a noite, sentava-se na ponta da cama e observava o corpo que dormia enrolado em lençóis listrados, vestido na maioria das noites com camisetas de bandas de rock e shorts pequenos. Tocava-se até delirar olhando para a jovem que não imaginava que estava sendo observada minuciosamente.
   Em uma tarde, ele não as contava com exatidão, sua irmã telefonou para casa avisando que iria trabalhar até mais tarde, continuou explicando os motivos mais ele estava alheio a tudo isso, pensando unicamente que sua afilhada chegaria da aula em poucos minutos, eles estariam sozinhos.
   Esperava ansiosamente sentado no sofá da sala, pronto para forjar desinteresse quando a menina entrasse. Finalmente ela entrou, estava aparentemente chateada com algo, perguntou sobre a mãe e questionou sua ausência. Ao receber a justificativa avisou que tomaria banho antes do jantar, sugeriu que pedissem uma pizza ao considerar a inabilidade de ambos para cozinhar qualquer coisa
   Ele esperava a apenas alguns minutos com a comida na cozinha quando a viu sair do banheiro, gloriosa. Havia lavado os cabelos, vestiu uma bermudinha branca que revelava palidamente sua calcinha clara e suas habituais camisetas de rock. Ele ficou paralisado sentindo plenamente todo o desejo que possuía, não querendo assustá-la saiu rapidamente da cozinha, tentando esconder o tipo de ereção que somente ela provocava. 
   Enroscou-se em seu quarto durante horas, decidindo o que fazer, resolveu sair, talvez ir em algum bar na região. Mas, ao passar pela sala percebeu que a luz no quarto dela estava acesa, decidiu tomar uma dose de sua droga preferida, iria somente vê-la.
   Passou pela porta conhecida e viu a cena com a qual sonhava diariamente, ela estava deitada, dormindo de bruços, a blusa erguida revelando a forma de suas costas, as pernas levemente abertas combinando com sua posição empinada, perfeita para ser tocava, violada. A distância entre ele e a menina foi vencida facilmente, ele se ajoelhou ao seu lado, segurando seu pênis com uma mão, a outra tocando-a pela primeira vez, nas coxas. Passou a mão sobre suas coxas muitas vezes, sentiu a forma de suas curvas incompletas até chegar nas nádegas macias e brancas cobertas com o fino shortinho. Ele gemia de prazer ao pressionar seu penis sobre o tecido leve, enquanto acariciava as costas nuas de sua afilhada. Ela mudou de posição, ele se assustou mas acalmou-se ao ver que ainda estava na segurança de seu sono, a nova forma da menina facilitava outros acessos, ele subiu silenciosamente na cama, aproximou-se da vagina virgem de modo a cheirá-la enquanto não tirava suas mãos da menina inerte. Não resistindo, encostou o nariz para cheirar mais satisfatoriamente, ela se mexeu novamente, abrindo um pouco mais suas pernas brancas.
   A partir disso, ele desconfiou da cooperação da afilhada na violência que estava praticando, tocou-a com menos cuidado, beijando suas pernas enquanto roubava sua mão e colocava  em seu pênis. Aproveitou-se dela desta maneira por alguns minutos, até que em seu suposto sono a menina resolve dormir de barriga para cima, aumentando o desejo do homem de meia-idade que a toca sem temor.
   Ele levantou sua blusa preta, viu seus seios pequenos e rosados, denunciando prazer. Tocou-os com a língua, enquanto abaixava o shortinho e vencia a barreira que a pequena calcinha oferecia. A vagina da menina era um golpe baixo, pequenina, poucos pêlos e lacrada na tênue linha da virgindade. O homem lambia o pequeno clitóris com volúpia, a menina tinha pequenos tremores maquiados pelo sono. O sabor que ele sentia era devastador, o órgão da menina queria ser penetrado naquele instante, disso ele tinha certeza.
   Deixou momentaneamente o gosto de lado pois viu a boca entreaberta que revelava o uso do aparelho, de pé ao lado da menina passou os dedos em seus lábios, beijou-os suavemente e introduziu vagarosamente seu membro nos lábios rosados, esfregando-o ao sentir um prazer indecente. Masturbou-se nesta posição até sentir vontade de cobrir a menina com a prova de seu prazer, mas conteve-se, ainda não havia saciado suas fantasias.
   Ficou sobre a menina, seu pênis sentindo a umidade excessiva, sem pensar em consequencias preparou-se para penetrar a menina adormecida. Quando começou a sentir o interior de sua amada menina, não conseguia pensar no incesto como algo errado, e sim perigosamente prazeroso. Os pensamentos da menina condiziam com os dele, ela permitiu a entrada do homem com a premissa de sofrer abuso, isso a excitava de forma incontrolável.


Segredo



    Estavam sempre juntas, partes divergentemente perfeitas do belo conjunto agradável ao olhar. A primeira tem a pele creme, com pequenos núcleos de cor vermelha nas bochechas, cabelos negros contrastando o rosto arisco em sua evidente malícia. A segunda possui olhos, cabelos e pele de uma cor morena que parece refletir maciez e inocência sob as sardas espaçadas e grandes olhos infantis.
    Começa assim o conto, com duas lindas moças, novas o suficiente para serem chamadas de meninas.
    A menina inocente exibia olhos francos ao ouvir a descrição dolorosamente detalhista da amiga acerca de suas relações sexuais com mulheres, uma mistura de curiosidade, fascínio e reprovação provocou estranhas reações ao observar os lábios rosados da narradora tocando-se ao contar seus escândalos particulares.
    Não era a primeira vez que ela ouvia estas histórias, sua amiga não possuía controle sobre os desejos que confidenciava a ela a cada semana, os olhos infantis procuravam traços que pudessem usar enquanto admirava a sexualidade explícita a sua frente.
    Passou-se um semestre, chegaram as férias. Uma pequena festa foi planejada entre as amigas com os detalhes já acertados. Chamariam alguns amigos próximos, seria na casa da outra disse a menina de pele creme, avisou também que dormiria lá, pois pretendia divertir-se sem as restrições impostas pela volta ao lar.
        A festa começou e acabou num átimo de tempo, a madrugada impunha-se enquanto os últimos convidados desejavam boa-noite as duas anfitriãs.
    Ambas resolveram dormir, a menina morena estava sóbria enquanto a outra desfilava risadas e tropeços alcoolizados. Escovaram os dentes lado a lado, vestiram pijamas de frio e dirigiram-se até o quarto que nunca havia recebido tal responsabilidade de sua dona. Ela desejava a amiga, desejava beijar seus lábios tantas vezes beijados e percorrer seu corpo repetidas vezes, mas ocultou seus anseios sob a máscara de infantilidade ao perguntar a amiga se desejaria dormir em sua companhia, pois fazia um frio incomum.
    A menina clara na pele mas de escuras intenções percebeu a norteação daquelas palavras, ela já havia imaginado tocar na pele macia e morena, provar o sabor do cheiro apelativo que sentia emanar da colega, tocando-se repetidas vezes com tais pensamentos. Conteve-se, resolveu esperar por mais pistas da novidade, não queria prejudicar a amizade em nenhum aspecto.
    Deitaram e conversaram banalidades, as cobertas tapavam uma corrente elétrica provocada por desejo mútuo de contato no calor repentinamente sufocante no quarto de escuridão impenetrável.
As bochechas avermelhadas não apareciam, no escuro intensificaram sua cor deliciosa, uma pergunta curta, com a voz rouca:
-Você já escondeu algo de mim? Disse a clara.
-Sim, mas meu palpite é que você já sabe! Consentiu a outra com voz obstinada.
-Não sei, parece-me que você não é tão pura como pensei, está certo?
-Não sei o que considera pureza, mas a verdade é que quero beijar-te, toca-la e sentir seu toque, quero...


    Não houve espaço para palavra alguma, os dois corpos trêmulos de desejo e descoberta aproximaram-se ardentes, a pequena boca morena moldou-se as formas polidas que encontrou no pescoço marfim enquanto quatro mãos descobriam os caminhos ocultados pelos pijamas. A mão branca forçou a saída de sua blusa e depois da de sua amiga, admirou os seios firmes e assistiu neles o efeito da excitação, imaginou por um momento como seria tê-los, no segundo seguinte os tinha em sua boca, absurdamente quentes e macios, sentiu uma mão tímida sob seu sutiã, querendo ter seus seios como reciprocidade, atendeu este pedido, sentido neles as carícias principiantes e prazerosas.


    A menina branca debruçou-se sobre a morena, beijou seus lábios, seu pescoço, seus seios demoradamente, beijou abaixo do umbigo e parou na calcinha de renda rosa, sentindo enfim o cheiro irresistível prestes a ser liberado. Empurrou a renda rosa para o lado e tocou o cheiro guardado sob lábios perfeitos e morenos, sem nenhuma interferência de pêlos. Primeiramente a tocou de modo ritmado, ouvia os gemidos de prazer inocente, querendo que continuassem. Não conseguiu refrear-se e tocou com seus lábios também, sua lingua traçando padrões perturbadores no delicioso cheiro que estava maximizado, a amiga mexia a cintura enquanto sentia o prazer impensável que lhe era proporcionado, gemia escandalosamente mexendo seus quadris de maneira enérgica e contínua.           
Chegou no máximo de prazer, não raciocinava, não sentia vergonha, apenas queria que os lábios que estavam colados na fonte de espasmos permanecessem ali, ela percebeu que estava gritando segundos depois de começar a gritar no primeiro êxtase que experimentava.


Então o corpo que definhava desligou-se e caiu, amolecido. A mesma língua que havia proporcionado sensação inesquecível ajudou a dizer algumas palavras próximas ao ouvido da amiga:
-O nome disso é orgasmo, embora você já saiba.
-Não existe nome para isso, nenhuma definição pode abranger sentimentos tão intensos. Disse ela, os olhos infantis fechados diante do inegável segredo que agora dividia com a menina próxima, mas não o suficiente.


     O riso obtido pela resposta provocou cócegas nas sardas, as amigas recomeçaram sua dança irreversível.